Bom, uma nova onda vem tomando o conteúdo das atrações dos programas televisivos de entretenimento. Já não bastasse a maldita leva religiosa com esses canais católicos insuportáveis e esses pastores oportunistas que mal sabem o que falam, agora, principalmente no domingo (santo dia!!!), um certo populismo está assolando nossas casas.
Trata-se de explorar situações próprias da população comum, do 'povão' mesmo, tentando criar assim um vínculo de identidade entre o espectador e o caso relatado no programa. Tudo bem. Eles estão no direito deles de tentar alguma coisa para conseguirem audiência.
O meu espanto fica por conta da incrível capacidade dos produtores desses programas (leia-se faustão, gugu, paulo henrique amorim) de inventar matérias inúteis. Começa pelo faustão, que com aquele estúpido 'se vira nos 30', com artistas populares, provando que conseguem assoviar e chupar cana ao mesmo tempo.
Depois vêm estas histórias de fulano lá dos quintos dos infernos que não vê a família faz 50 anos em São Paulo. Apesar do cheiro de armação, isso cai na inutilidade pelo simples fato de nada acrescentar ao telespectador. É como aquele quadro do Luciano Huck, em que ele reforma a casa das pessoas.
Quem quer saber do cicrano que encontrou o primo, do beltrano que ganhou uma casa nova? Ora, que se danem. Quem está ganhando sou eu? Não. Então tanto faz. Mas é engraçado o
Trata-se de explorar situações próprias da população comum, do 'povão' mesmo, tentando criar assim um vínculo de identidade entre o espectador e o caso relatado no programa. Tudo bem. Eles estão no direito deles de tentar alguma coisa para conseguirem audiência.O meu espanto fica por conta da incrível capacidade dos produtores desses programas (leia-se faustão, gugu, paulo henrique amorim) de inventar matérias inúteis. Começa pelo faustão, que com aquele estúpido 'se vira nos 30', com artistas populares, provando que conseguem assoviar e chupar cana ao mesmo tempo.
Depois vêm estas histórias de fulano lá dos quintos dos infernos que não vê a família faz 50 anos em São Paulo. Apesar do cheiro de armação, isso cai na inutilidade pelo simples fato de nada acrescentar ao telespectador. É como aquele quadro do Luciano Huck, em que ele reforma a casa das pessoas.
oportunismo das camêras. O objetivo é explorar o dó, a emoção. Aquela coisa da gente chorar em ver uma cena tão comovente. Que coisa mais desumana. Igual ao jornalismo.Um policial é covardemente assassinado. Aí vão as equipes de TV explorar o sofrimento da família, filmar o enterro, dando um close caprichado na face em lágrimas da viúva. Pressionando parentes, em estado de choque a dar entrevistas. Tudo com a desculpa de estar informando quem assiste. E é claro, lucrando com tudo isso.
Mas quem se dá conta? Ninguém percebe. É algo explícito, mas muito bem dissimulado. Hoje é sábado. Amanhã espero ver em algum canal a história do retirante que se perdeu da égua no caminho para São Paulo, e a reencontrou 21 anos depois.


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