terça-feira, 20 de janeiro de 2009

NOTA: Um revoltado (tema: TV)

À semelhança de nosso herói de 'Memórias do subsolo', estou desconfortável no mundo. Algo até que normal hoje em dia. A coisa piora quando assisto televisão. É tanta coisa estúpida, que fico perturbado. O que me irrita em especial é essa coisa de 'artista de TV'. Chamam o Cauã Raymond de 'artista'. Chamam Juliana Paes de 'artista'. Ok. Aí as mesmas pessoas chamam a Natalie Portman de 'artista'. Chamam o Renato Russo de 'artista'. Chamam Edith Piaf de 'artista'. Jogam todo mundo no mesmo saco. Aí vai um e pergunta para o 'artista': "Como foi seu ano de 2008?." - "Ah, foi ótimo." Então fico me perguntando o que seria um ano ruim para um 'artista'. Isso num mundo tão distante do real que é a TV. Onde alguns 'artistas' ganham horrores para não trabalhar, para não fazerem nada em outra emissora. Quando digo isso, não falo de pagar um Chico Buarque para que ele não publique ou grave nada, para que um Milton Hatoum fique sem escrever.

Estou falando de 'artistas' como Cláudia Raia, que teve que trocar o destino de sua personagem por não conseguir interpretar uma vilã. Ahhhh!!!! Cinco mil anos de carreira e não consegue interpretar uma vilã!!!!!! Estou falando de pessoas que são intitutaladas de 'atores', ou como dizem por aí: 'artistas'. Gente que profissionalmente, tecnicamente não passa de infelizes amadores, gente como Antônio Fagundes, que consegue interpretar um fazendeiro, um manda-chuva de favela, e DEUS com as mesmas características, do mesmo jeito: como se fosse um pedreiro, que enche o nariz de pinga, chega em casa, chuta o cachorro e bate na mulher. Depois beija a amante. E todo mundo tira o chapéu. Aeeeeeeee!!!! Mas como quem tem um olho em terra de cego é rei...fica por isso mesmo.

Gente como Luma de Oliveira, que sabe Deus qual utilidade tem para o mundo uma criatura dessas, que morre de preocupação de fazer tudo certinho na Sapucaí. Ó!!! Nobel da Paz para ela. Sei que há momentos que não devemos nos perguntar sobre a utilidade de algumas coisas. Mas acho aqui necessário: pergunte para o Iran Malfitano qual a utilidade dele para nosso sofrido povo brasileiro. É até engraçado quando essas pessoas falam que estão trabalhando muito! Oh! Coitadas, que vida sofrida não, ainda mais pelo trabalho que eles desenvolvem. Nossa, vai melhorar muito nosso país. E ai daquele que perguntar por que tanta gente assiste novela então.

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